A cruz de Cristo ocupa o lugar principal da teologia do Novo Testamento. Na cruz, Deus cumpriu as promessas feitas ao Abraão séculos antes. Através da cruz temos paz com Deus. Foi pela cruz que Cristo venceu os poderes e as potestades, e o batismo nos une com a morte (e a ressurreição) de Cristo. Têm mais exemplos na Bíblia da importância da cruz, mas basta dizer agora que sem a cruz, nada mais da teologia cristã teria força.
Em nossos dias, agora, a cruz é vista como um símbolo religioso ou espiritual. É algo bonito. Na época de Jesus, porém, foi a forma mais dolorosa e humilhante para morrer. A cruz foi um símbolo do poder romano, o poder de subjugação e opressão. Na história vemos que roma usava morte na cruz milhares de vezes, matando escravos rebeldes e qualquer homem que criou descordo pública contra o império. Esta morte sofrida foi um método principal de manter a "paz romana".
No império, ninguém falou sobre a cruz. Não foi gentil. Imagine um grupo de pessoas usando a cadeira elétrica como símbolo. Você já viu o filme "Tropa de Elite"? Você se lembra da cena onde o moço foi colocado dentre de alguns pneus, e os bandidos puseram fogo nele? Agora, o que você acharia de uma seita que veste camiseta com imagem de um homem morrendo assim, e que chamava isso de uma vitória? Foi mais ou menos isso que as pessoas na época romana sentiram ao ouvir a mensagem da morte redentora de Jesus na cruz.
A cruz de Jesus vai contra os valores do mundo. Deus fez o impossível, fazendo a vergonha se tornar gloriosa, e a glória se tornar motivo de vergonha. A cruz, na pregação do evangelho, foi o meio pelo qual Deus ganhou a vitória libertadora sobre os poderes terrestres que usurparam sua autoridade.
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