
"Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram." -- Mateus 7:13-14 NVI
No início de o que agora chamamos do primeiro século, a nação de Israel não era independente. O império romano mandava, controlando o povo pela força. Soldados romanos ocuparam a terra e os governantes estavam ligados com o império. Entre os judeus existiram várias maneiras de lidar com a situação.
Os saduceus foram os sacerdotes. Privilegiados, eles colaboraram com os romanos e mantiveram as cerimonias e os rituais do templo. Eles negaram a existência de anjos e a possibilidade de ressurreição.
Os fariseus formam os rabinos. Já no primeiro século eles estavam diminuindo a importância do templo, colocando ênfase no estudo e conhecimento das Sagradas Escrituras e nas tradições deles. Eles acreditaram em anjos, uma ressurreição futura e nas palavras dos profetas que falaram de uma vitória para Israel.
Os essênios viveram afastados da comunidade judaica num monastério. Além das escrituras dos hebreus eles tinham e seguiram textos próprios deles. Acreditaram que julgamento estava chegando para Israel e que Deus iria destruir Israel e seus inimigos, deixando os essênios fieis para reinar.
Existiram outros grupos ainda, mas estes exemplos servem para mostrar a diversidade de idéias que circularam naquela época. Jesus ensinou um outro caminho, um caminho de paz subversiva que não envolveu a destruição dos gentios e que procurava salvar os israelitas do julgamento.
Neste contexto, quando Jesus falou "porta estreita" ele não estava falando numa entrada para a vida após a morte, mas sim de um jeito para quem creu na mensagem dele ser poupado o julgamento que estava chegando. Este julgamento não foi o fim do universo todo, como muitos imaginam hoje em dia. O julgamento do qual Jesus falou vez após vez foi realizado em 70 d.C., quando Jerusalém foi invadido pelos romanos para esmagar um revolto contra os poderes e as autoridades e o templo foi completamente destruído.
Jesus sabia que a mensagem dele de amor e reconciliação nunca seria popular entre o povo judaico daquela época, e foi por isso que disse que a porta era estreita e o caminho apertado.
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